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Chantelle Brown-Young e a imagem corporal positiva: ensinar raparigas sobre beleza individual

Chantelle Brown-Young e a imagem corporal positiva: ensinar raparigas sobre beleza individual

Ao falar abertamente sobre o vitiligo, uma condição que afeta a pigmentação da pele, a ex-participante do programa America's Next Top Model (ANTM) Chantelle Brown-Young expressou confiantemente a sua individualidade. Utilize este exemplo para conversar com os seus filhos sobre celebrar diferentes tipos de beleza e desenvolver uma imagem corporal positiva.

Chantelle Brown-Young: desafiar a representação das mulheres nos media

Com a proliferação de imagens manipuladas nos media de hoje, é fácil perceber porque é que as raparigas estão obcecadas com ter o "corpo perfeito". A Chantelle Brown-Young (também conhecida por Winnie Harlow) compreende a importância de estar confortável com a sua aparência. Ela tem vitiligo, um pigmento de pele que lhe dá manchas brancas pelo corpo todo e pelo qual foi gozada na escola. Depois de competir por um contrato de modelo na agência Next Model Management, a rapariga de 22 anos tem vindo a falar abertamente sobre a necessidade das mulheres aceitarem os seus corpos, independentemente da sua aparência.

Chantelle, ANTM, e a importância de uma imagem corporal positiva

Desde que foi recrutada para a temporada 21 de ANTM pela apresentadora Tyra Banks, depois de ter sido descoberta através das redes sociais, Chantelle tem usado o seu sucesso para promover a mensagem de que a beleza individual se prende a aceitar o que nos torna únicos.

A sua história é uma ótima oportunidade para encorajar a sua filha a gostar de si própria e a valorizar-se como um todo - especialmente as qualidades que a tornam única - e para ir atrás das suas ambições com confiança.

O poder dos pais: como promover uma imagem corporal positiva nas raparigas

É raro ver modelos que representem a diversidade que a humanidade tem para oferecer. Em vez disso, a sociedade promove um espectro limitativo de mulheres para representar a beleza. O reforço constante deste "ideal" de beleza pode impactar diretamente a confiança de uma rapariga em relação ao seu corpo. Estudos mostram que 80% das raparigas relatam uma queda na autoestima depois de passarem apenas 60 minutos a ler uma revista feminina.

É imperativo que se mostrem todos os tipos de beleza - especialmente aqueles que são diferentes do chamado "ideal". O sucesso de Chantelle foi não só um avanço para ela, mas também para a representação e a percepção de beleza como um todo.

Inicie uma conversa com a sua filha sobre os seus sentimentos em relação à sua beleza e imagem corporal. Ela já sentiu a necessidade de se conformar com uma certa aparência? Mostre-lhe outras modelos cujas qualidades diferenciadoras as distinguem, mas que também fazem parte da sua beleza, como as modelos Candice Huffine, que é plus-size, Jacky O'Shaughnessy, de 64 anos, ou Jillian Mercado, que tem distrofia muscular.

Mostre-lhe que a sua beleza não tem a ver com encaixar num molde

Todas as raparigas têm o direito de se sentirem bonitas e confiantes. Assegure-se de que a sua filha sabe que ser bonita não está relacionado com ter características ou feições pré-definidas.

Tem uma característica única que adora por torná-la especial? Fale sobre isso com a sua filha e peça-lhe que a partilhe consigo. Tentem identificar características únicas noutras raparigas e mulheres que ambas admirem.

Quanto mais explorarem o que a beleza realmente significa, mais ela vai perceber que não tem de estar à altura de nenhum "ideal". Mostre-lhe que a sua verdadeira beleza é a beleza interior - sentir-se confortável consigo própria, ter confiança na sua personalidade e celebrar todos os aspetos e qualidades que a tornam única.

Próximos passos

  • Não elogie os seus filhos apenas pela aparência, mas também pela forma de pensar e agir. "Ao elogiar os seus filhos e focar-se nas suas ações e comportamentos positivos, vai ajudá-los a reconhecer e a valorizar as suas qualidades e a verem-se sob um prisma mais positiva," explica a especialista em autoestima, Dra. Christina Berton.    
  • Pergunte-lhes que atributos seus, para além da aparência, gostariam que os outros comentassem? Encoraje-os a perguntar o mesmo aos amigos.    
  • Ao verem um filme ou programa de televisão juntos, comentem o papel das mulheres. A personagem está a fazer escolhas que eles aprovam? Como contariam a história se pudessem? Dê-lhes um caderno e um lápis, ou acesso a uma câmara, gravador ou ferramentas de arte para que possam contar a própria história.